31 de dez de 2011

FINAL DO ANO. COMEDIA OU DRAMA?



                 Gostaria de começar este texto agradecendo a todos que me acompanharam mesmo que neste pequeno tempo; A todos que perderam um pouco do seu tempo comentando meus textos; A todos que também fizeram um ótimo trabalho escrevendo críticas de filmes e contribuíram para o meu aprendizado.

                Gostaria de agradecer em especial a todos que me incentivaram a fazer este trabalho e me mostraram o caminho das pedras. Em especial pelo super cinéfilo Luiz Santiago, professor de todas as horas e grande incentivador de estudos sobre cinema, esta que é uma das maravilhas do mundo.

                Dou mais um passo na minha vida e jornada, não como só mais um, mas este ano posso dizer que dei O grande passo. Conheci coisas que nem imaginava conhecer, fiz coisas que nem imaginava fazer, aprendi muito mais, e o cinema contribuiu para tudo isso. Não me vejo mais sem o cinema e as pessoas que enriquecem o mundo com esta arte. Próximo ano é mais um ano de batalha para me tornar melhor e mais sábio. Fico feliz em poder ajudar o mundo a olhar o cinema com olhos melhores, fico feliz em poder plantar a semente do querer saber quando conto algo de novo do cinema para algum amigo, ou quando alguém comenta um post e começamos a conversar, e sobretudo por poder crescer enquanto ser humano errante, como todos no universo.

                Próximo ano pretendo fazer posts melhores, com diretores desconhecidos, fazendo jus ao nome do blog e tirando cada maravilha da gaveta, trazendo a tona ótimos trabalhos e revivendo cada momento inolvidável mundo cinematográfico. Cada trabalho uma descoberta, uma emoção, um choque. Bom ano novo a todos. Viva o cinema! Viva quem faz isso acontecer!

29 de dez de 2011

MELINDA E MELINDA (2004)


Por Marcel Moreno

              Este filme é onde Woody Allen brinca com a vida, assim como quem escreve um roteiro para um filme. Nele podemos notar a intenção do diretor de poder dar rumos diferentes a uma vida, de acordo com alguns acontecimentos inesperados que vão aparecendo, suas vontades e desejos e, sobretudo, e muito importante, a partir da personalidade de cada uma.  Assistir esta obra é quase ver dois filmes ao mesmo tempo. Você vai viajando pelas histórias das personagens e vai saboreando suas escolhas, possibilidades, rumos na vida, amigos, relacionamentos e perspectivas. Apesar de duas personagens com praticamente a mesma história, sendo as mudanças pequenas nuances características de cada Melinda, e com as suas próprias personalidades, podemos encarar uma história totalmente ambígua, porque tudo depende do ponto de vista. O segredo de ver o filme é talvez o abuso do diretor quanto ao modo de fazer com que cada telespectador sinta algo em cada momento.

25 de dez de 2011

FELIZ NATAL (2008)



Marcel Moreno


                    FELIZ NATAL é o retrato de nossas famílias bagunçadas, da nossa sociedade sem valores e da vida mal cuidada. Apesar de Caio não ter uma vida maravilhosa, e nem ter feito muito em prol dela na sua juventude, foi voltando ao seu passado que ele pode se redescobrir e perceber quem ele era, foi, é. Ele não termina mudado, ele termina diferente, como quem aprende com os seus próprios erros.

22 de dez de 2011

NOTICIAS DE UMA GUERRA PARTICULAR (1999)


Marcel Moreno


                Os problemas nas favelas do Rio de Janeiro e os dramas que sofrem as famílias que ali vivem, bem como toda a sociedade que amarga com esta falta de visão dos governos, apesar de parecer, não é nenhum filme de guerra 5 estrelas sobre uma guerra civil, e apesar de merecer o título, é a pura realidade. Este documentário vai no coração do problema, não somente mostrando o que ocorre no morro, mas quais as ideias que ali surge, quais os reais problemas, qual a moral de tudo aquilo, que ninguém entende mas que todos tem medo.

21 de dez de 2011

ALEXANDRA - ALEKSANDRA (2007)




Por Marcel Moreno

                Alexandra é uma mulher atenciosa, curiosa, destemida, com personalidade forte. Um ser totalmente diferente daqueles que ali habitam, mesmo que eles permaneçam temporariamente para nós, mas que são momentos intermináveis para eles, que sem saber do seu destino, também não sabem por quanto tempo a sorte os manterão vivos. Os sons constantes de helicópteros nos remete a todo momento a eminência da guerra. Os sons sdão tão expressivos, que se nos deixarmos levar, eles nos colocará cara-a-cara com a face da guerra. Alexandra, naquele ambiente totalmente masculinizado, é um símbolo de esperança. Ela representa a atenção que é dada ao homem enquanto homem, com sentimento, com angustias, com esperanças. Todos querem ajudá-la, todos querem um sorriso, todos querem ser correspondidos quando depositam no universo um pouco de seus sentimento, que por conta da guerra, estava ali guardado em seus peitos, protegidos por um uniforme verde, que é um escudo de proteção ao inimigo, e que se transforma em um escudo contra o sentimento humano, ao mesmo tempo que veste o homem com uma máscara, a mascara da guerra, como se com ele toda a sensibilidade para a menor manifestação possível de afeto ou compaixão desaparecesse, sugado pelas armas e o desejo de destruir.

TRABALHO INTERNO - INSIDE JOB (2010)





Por Marcel Moreno

PS: Sugiro que leiam este texto escutando Summer Overture - Mozart
Link: http://www.youtube.com/watch?v=nvc3wIcBVRg&list=PL577B983C81123C42&index=13&feature=plpp_video


            Foram muitos os filmes que retrataram na forma da 7ª arte, uma das maiores crises - se não a maior - dos Estados Unidos e do mundo, como por exemplo CAPITALISMO UMA HISTÓRIA DE AMOR (2009) feito por Michael Moore. Este documentário por sua vez, vai um pouco mais a fundo no assunto, nos dando um parâmetro mais palpável do que foi a crise, seus caminhos, suas consequências, e por ter sido feito em 2010, dois anos após a crise, podemos saber o que aconteceu com as pessoas que foram importantíssimas para o inicio, o desenrolar e o desfecho, se é que tivemos um desfecho, da crise. Este trabalho dividido em 5 partes explica de forma simples a complexa crise que detonou a economia americana, levando com ela vários outros países desenvolvidos, e influenciou os mercados mundiais.

18 de dez de 2011

A HORA DA ESTRELA (1985)




"Quase nula é a compreensão de Macabéa a respeito da existência, seja a sua, seja a da humanidade em geral. Normalmente, ela age como uma mentecapta: pede desculpas ao patrão por tê-lo aborrecido quando este se dispõe a demiti-la; agradece ao médico que lhe diagnostica a tuberculose e quando este ironicamente lhe receita espaguete, ela ignora o que seja isso; e no momento em que o namorado, Olímpico, lhe dá o fora, põe-se sem mais nem menos a rir. Nada a desespera, nem saber que não faz falta a ninguém ou que é muito feia e desinteressante. (“Ser feia dói?”, pergunta-lhe Glória.). Tampouco o futuro a preocupa, ela não tem futuro como não tem passado, nem presente, porque na verdade ela não existe, ela é como um vegetal".

por Marcel Moreno

                A hora da estrela é um filme de Suzana Amaral, que deu vida cinematográfica a um clássico da literatura brasileira, criado por Clarice Lispector. Vencedor de vários prêmios como prêmio de melhor atriz do Festival de Berlim (1986), melhor direção do Festival Internacional Creteil (1986), entre outros vários prêmios nacionais. Suzana foi feliz em ter escolhido esta obra para adaptar para o cinema, uma vez que este é um dos únicos livros de Clarice que ela retrata com perfeição a vida de uma retirante simples, analfabeta e virgem, que vai para uma cidade grande em busca de oportunidade, este ultimo não necessariamente é explícito no filme como o caso de Macabéa, mas uma característica bem comum a este povo sofredor, que desistindo de viver em sua terra natal por problemas sociais, se vê obrigado a fazer esta migração com todos os percalços existentes. A atriz que interpretou o papel parece ter nascido para sê-la. Suas características e seus rosto triste, frágil e humilde e ao mesmo tempo instigante, misterioso e expressivo, dão um ar especial a personagem, como se ela tivesse saído dos livros para as telas. A diretora brasileira, diz que misturou tudo que aprendeu estudando cinema nos Estados Unidos, com tudo que ela leu sobre Clarice Lispector fora do país. Em suas flexões sobre a obra, ela descobriu Clarice, uma escritora nascida na Rússia e radicada no Brasil, em terras internacionais. Assim o filme não é 100% Clarice e nem 100% Suzana, seria uma mistura artística.

15 de dez de 2011

O GRANDE DITADOR - THE GREAT DICTATOR (1940)




"Esta história acontece
entre duas guerras mundiais.
Quando a loucura
estava desencadeada,
que a liberdade mergulhava
e que a humanidade
era rudemente sacudida".

Por Marcel Moreno

                O Grande Ditador (1940) é um filme que de inicio não agrada muito. Quem está acostumado com o velho Chaplin e seus belíssimos filmes mudos, se espanta um pouco com as vozes pouco talentosas usadas neste filmes, que é o seu primeiro com voz, após sobreviver a era do som iniciada em 1926, pois acreditava que a voz diminuiria o apelo dos seus filmes em outros países. Anteriormente já era possível ver sua voz cantarolando em TEMPOS MODERNOS (1936). Apesar de ser um filme que pertence ao gênero comédia, é, em alguns momentos, difícil sorrir quando lembramos o que foi a 2ª Guerra Mundial, porem é possível sim admirar a arte de fazer sorrir de Chaplin em determinados instantes jocosos.

12 de dez de 2011

ILHA DAS FLORES (1989)




Artigo XXIII da declaração universal dos Direitos Humanos
       " 1.Toda pessoa tem direito ao trabalho, à livre escolha de emprego, a condições justas e favoráveis de trabalho e à proteção contra o desemprego.    
        2. Toda pessoa, sem qualquer distinção, tem direito a igual remuneração por igual trabalho.    
        3. Toda pessoa que trabalhe tem direito a uma remuneração justa e satisfatória, que lhe assegure, assim como à sua família, uma existência compatível com a dignidade humana, e a que se acrescentarão, se necessário, outros meios de proteção social.    
        4. Toda pessoa tem direito a organizar sindicatos e neles ingressar para proteção de seus interesses"

                Este documentário com direção e roteiro de Jorge Furtado é simplesmente uma obra de arte. Se simples nas imagens, este trabalho se torna muito forte por conta do seu roteiro maravilhosamente bem desenvolvido, que nos faz pensar em diversas interações que o homem passa no seu dia a dia, abordando justamente suas características físicas e sociais. Este é um trabalho que consegue interligar e reforçar os laços entre história, realidade, valores e sociedade. A história contada de que alguém faz aquisição de algum tipo de comida, o descarta, e este vai parar na mesa de muitas pessoas desfavorecidas, parece mais um pouco da nossa realidade cotidiana, mas na realidade não é, isso porque Jorge Furtado vai alem, e nos coloca no centro do problema, como interagimos com esta realidade que achamos que está tão longe de nós, mas que faz parte dos nossos ritos habituais.

8 de dez de 2011

ZOO


                

Marcel Moreno

             O que é a vida? A vida pode ser definida de várias formas. Uma delas é de que a vida é uma vitrine. Abrimos nossas vidas toda hora involuntariamente. Quando vamos trabalhar, estudar, ou fazer qualquer coisa, mas apesar de involuntária, só mostramos a maioria das coisas que queremos que as outras pessoas vejam, ou elas olham mesmo sem serem convidadas. Mas cada um faz uma leitura. Olhando os outros, seus escritos, suas atitudes, seus tipos de relacionamento e seus comportamentos, podemos ter exemplos bons, ruins, normais, ou anormais ou o avesso do oposto de tudo isso.

6 de dez de 2011

TUDO QUE VOCÊ SEMPRE QUIS SABER SOBRE SEXO*



MAS TINHA MEDO DE PERGUNTAR

Por Marcel Moreno

                Sexo sempre foi um problema conversar sobre. A nossa sociedade é uma falsa moralista que fala de religião, casamento, sexo e prazer como uma só coisa, quando na verdade são coisas totalmente diferentes, e a começar pela frase bíblica pronunciada por milhões de pessoas no mundo todo “crescei-vos e multiplicai-vos” a qual muitos sem entender levaram ao pé da letra, e mesmo sendo de seitas diferentes, fizeram valer a palavra como os chineses e indianos. Complicações sociais a parte, neste incrível filme, Woody Allen fala da vida amorosa e sexual de forma cômica, sem economizar nas sacadas mais hilárias que alguém, quando fala de sexo, pode ter. Com um texto impecável, o filme prende a atenção dos telespectadores por explorar a vida sexual das pessoas com assuntos muito longe do nosso cotidiano ... ou não ..... ou sim .... enfim, um universo jocoso que só mesmo quem tem na veia a arte de fazer rir com qualidade, ao mesmo tempo que nos faz pensar sobre o tema, consegue com tanta maestria como Woody Allen.

5 de dez de 2011

VOLVER



               No filme Volver (2006) temos mais um exemplo do que é a arte Almodovariana. Sua trama nos coloca dentro de conflitos dentro de um universo de mulheres, com relações conturbadoras entre mãe, filhos, pais, amigos etc. Outro ponto crucial do filme são assuntos como o estupro, tão presente nos nossos noticiários e ao mesmo tempo que parece tão longe do nosso dia a dia. Tudo isso dentro de um cenário lindo, rústico e ao mesmo tempo simples e aconchegante, com cores que são realçadas dentro do retrato, imprimindo ainda mais as características de Almodóvar. A trilha sonora é bonita e envolvente, capaz de tirar lagrimas dos que assistem o filme, como das expressões de sentimento que o filme pode lhe causar.

2 de dez de 2011

TEMPOS MODERNOS - MODERN TIMES (1936)


          
Por Marcel Moreno

           Charles Chaplin foi um grande diretor e ator no mundo cinematográfico mundial, e fez vários grandes e ótimos filmes como este, O VAGABUNDO (1913) ou O GRANDE DITADOR (1940) alem de outros. Seus filmes encantaram e encantam muitas pessoas até hoje com o seu tom jocoso de fazer filme e de fazer crítica. Com seu talento para fazer esta arte, Chaplin se manteve com o cinema mudo até mesmo com o advento do som, pois acreditou que as falas poderiam tirar seu poder de alcançar mais pessoas, já que com o cinema mudo não era necessário fazer dublagem e assim era comum a qualquer um. Em TEMPOS MODERNOS (1936), filme que ele conta a história de um operário, Chaplin faz incisivas críticas aos novos caminhos que a sociedade está tomando, tanto no trato das pessoas quanto na criação de valores, mostrando que somos apenas uma parte da engrenagem ..... se quisermos.