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8 de jan. de 2012

MADAME BOVARY (1991)





Por Marcel moreno


              Muitos são os filmes que tentam retratar um casamento mal sucedido, que como consequência, algum parceiro se aventura em uma relação extraconjugal com o intuito de suprir algo que está ausente no casamento. Outro ponto abordado é a tentativa de fazer uma adaptação de um livro, que neste caso foi muito bem sucedido,  resgatando os pontos crucias da visão do escritor e características dos personagens, sem deixar escapar a alma do livro. Madame Bovary de Claude Chabrol é simplesmente uma película sem igual, colocando-a num nível que podemos classificar como peça genuína da 7ª arte. Para uma adaptação, o filme é fantástico, pois em nenhum momento você fica com dúvidas sobre alguma cena por não ter lido o livro e nem fica perdido na história. Outro ponto é o fato da interpretação da atriz, que alias lhe rendeu o prêmio de melhor atriz no Festival de Cinema de Moscou, conseguir mostrar todos os reais sentimentos da personagem para o telespectador.

2 de jan. de 2012

ROMANTICOS ANÔNIMOS - LES EMOTIFS ANONYMES (2011)




Por Marcel Moreno

             Amor, relacionamento, paixão, confidências, são ingredientes que fazem parte da nossa vida. Embora este sejam ingredientes problemáticos, porque envolvem uma segunda opinião, são elementos que não podem faltar em nenhum momento. Angélique e Jean Rene são personagens de uma trama de amor que envolve mais do que um simples gostar, eles tinham que trabalhar seus lados emocionais, que agiam fortemente dentro deles, inibindo que eles colocassem para fora o que realmente sentiam. Angélique era uma especialistas em chocolate, mas todas as vezes que era elogiada ou reconhecida acabava desmaiando. Jena Rene pelo contrário tinha problemas para se relacionar com outras pessoas, principalmente com mulheres, caso que o fazia suar feito louco e a perder a atenção. A vida dos dois é como um grande taxo de chocolate, onde o cozinheiro vai mexendo e misturando todos os ingredientes na busca pelo prazer e a felicidade. 

29 de dez. de 2011

MELINDA E MELINDA (2004)


Por Marcel Moreno

              Este filme é onde Woody Allen brinca com a vida, assim como quem escreve um roteiro para um filme. Nele podemos notar a intenção do diretor de poder dar rumos diferentes a uma vida, de acordo com alguns acontecimentos inesperados que vão aparecendo, suas vontades e desejos e, sobretudo, e muito importante, a partir da personalidade de cada uma.  Assistir esta obra é quase ver dois filmes ao mesmo tempo. Você vai viajando pelas histórias das personagens e vai saboreando suas escolhas, possibilidades, rumos na vida, amigos, relacionamentos e perspectivas. Apesar de duas personagens com praticamente a mesma história, sendo as mudanças pequenas nuances características de cada Melinda, e com as suas próprias personalidades, podemos encarar uma história totalmente ambígua, porque tudo depende do ponto de vista. O segredo de ver o filme é talvez o abuso do diretor quanto ao modo de fazer com que cada telespectador sinta algo em cada momento.

6 de dez. de 2011

TUDO QUE VOCÊ SEMPRE QUIS SABER SOBRE SEXO*



MAS TINHA MEDO DE PERGUNTAR

Por Marcel Moreno

                Sexo sempre foi um problema conversar sobre. A nossa sociedade é uma falsa moralista que fala de religião, casamento, sexo e prazer como uma só coisa, quando na verdade são coisas totalmente diferentes, e a começar pela frase bíblica pronunciada por milhões de pessoas no mundo todo “crescei-vos e multiplicai-vos” a qual muitos sem entender levaram ao pé da letra, e mesmo sendo de seitas diferentes, fizeram valer a palavra como os chineses e indianos. Complicações sociais a parte, neste incrível filme, Woody Allen fala da vida amorosa e sexual de forma cômica, sem economizar nas sacadas mais hilárias que alguém, quando fala de sexo, pode ter. Com um texto impecável, o filme prende a atenção dos telespectadores por explorar a vida sexual das pessoas com assuntos muito longe do nosso cotidiano ... ou não ..... ou sim .... enfim, um universo jocoso que só mesmo quem tem na veia a arte de fazer rir com qualidade, ao mesmo tempo que nos faz pensar sobre o tema, consegue com tanta maestria como Woody Allen.

21 de nov. de 2011

Os 3

por Marcel Moreno
       “Amizade nossa ele não queria acontecida simples,
no comum, sem encalço. A amizade dele, ele me dava.
E amizade dada é amor.”
                Grande Sertão Veredas – Guimarães Rosa


                Assim como no trecho do livro de Guimarães Rosa, a amizade dos três era verdadeira, a amizade era dada sem esperar nada em troca, a não ser a própria amizade. Apesar das regras impostas para que não se apaixonassem, isso seria quase impossível, uma vez que os sentimentos entre eles ultrapassavam os sentimentos de amizade e esbarravam na paixão que aumentava a cada vez que se tornavam mais envolvidos e cúmplices das situações vividas, o que causava a vontade crescente de quebrar regras.