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1 de set. de 2012

CORAÇÕES SUJOS (2011)



Marcel Moreno


                    Uma guerra é capaz de destruir quasetudo, menos duas coisas: o orgulho nacionalista e a esperança. Foi com esse pensamento que muitos japoneses migraram para o Brasil fugindo da guerra e de um futuro incerto e perverso. O conflito de cultura e a impossibilidade de comunicação oral desencadeou uma revolta no povo japonês no interior de São Paulo e culminou em um massacre de muitos orientais que não compartilhavam dos mesmo paradigmas. Tudo isso em meio a um sistema prisional defasado e arcaico para por ordem naquela cidade.

30 de jun. de 2012

E AI ... COMEU?


Por Marcel Moreno


             Tudo que cerca o universo masculino e feminino são muito diferentes, não só por envolver o sexo de seus participantes, como também seus interesses, preferências e assuntos utilizados para conduzir uma conversa e claro suas piadas sobre sexo. E ai, comeu" traz a tona uma conversa despretensiosa de bar entre homens com vidas normais e com gostos mais diversos. Se há um interesse em desvendar este universo, aproveite a oportunidade e se deleite com estas conversas tão verdadeiras quanto imaginárias. Já se imaginou em um bate papo entre amigos? Esse é um ambiente que quase nenhuma mulher vai poder presenciar, mas que instiga a imaginação e a curiosidade.

 

22 de dez. de 2011

NOTICIAS DE UMA GUERRA PARTICULAR (1999)


Marcel Moreno


                Os problemas nas favelas do Rio de Janeiro e os dramas que sofrem as famílias que ali vivem, bem como toda a sociedade que amarga com esta falta de visão dos governos, apesar de parecer, não é nenhum filme de guerra 5 estrelas sobre uma guerra civil, e apesar de merecer o título, é a pura realidade. Este documentário vai no coração do problema, não somente mostrando o que ocorre no morro, mas quais as ideias que ali surge, quais os reais problemas, qual a moral de tudo aquilo, que ninguém entende mas que todos tem medo.

18 de dez. de 2011

A HORA DA ESTRELA (1985)




"Quase nula é a compreensão de Macabéa a respeito da existência, seja a sua, seja a da humanidade em geral. Normalmente, ela age como uma mentecapta: pede desculpas ao patrão por tê-lo aborrecido quando este se dispõe a demiti-la; agradece ao médico que lhe diagnostica a tuberculose e quando este ironicamente lhe receita espaguete, ela ignora o que seja isso; e no momento em que o namorado, Olímpico, lhe dá o fora, põe-se sem mais nem menos a rir. Nada a desespera, nem saber que não faz falta a ninguém ou que é muito feia e desinteressante. (“Ser feia dói?”, pergunta-lhe Glória.). Tampouco o futuro a preocupa, ela não tem futuro como não tem passado, nem presente, porque na verdade ela não existe, ela é como um vegetal".

por Marcel Moreno

                A hora da estrela é um filme de Suzana Amaral, que deu vida cinematográfica a um clássico da literatura brasileira, criado por Clarice Lispector. Vencedor de vários prêmios como prêmio de melhor atriz do Festival de Berlim (1986), melhor direção do Festival Internacional Creteil (1986), entre outros vários prêmios nacionais. Suzana foi feliz em ter escolhido esta obra para adaptar para o cinema, uma vez que este é um dos únicos livros de Clarice que ela retrata com perfeição a vida de uma retirante simples, analfabeta e virgem, que vai para uma cidade grande em busca de oportunidade, este ultimo não necessariamente é explícito no filme como o caso de Macabéa, mas uma característica bem comum a este povo sofredor, que desistindo de viver em sua terra natal por problemas sociais, se vê obrigado a fazer esta migração com todos os percalços existentes. A atriz que interpretou o papel parece ter nascido para sê-la. Suas características e seus rosto triste, frágil e humilde e ao mesmo tempo instigante, misterioso e expressivo, dão um ar especial a personagem, como se ela tivesse saído dos livros para as telas. A diretora brasileira, diz que misturou tudo que aprendeu estudando cinema nos Estados Unidos, com tudo que ela leu sobre Clarice Lispector fora do país. Em suas flexões sobre a obra, ela descobriu Clarice, uma escritora nascida na Rússia e radicada no Brasil, em terras internacionais. Assim o filme não é 100% Clarice e nem 100% Suzana, seria uma mistura artística.

12 de dez. de 2011

ILHA DAS FLORES (1989)




Artigo XXIII da declaração universal dos Direitos Humanos
       " 1.Toda pessoa tem direito ao trabalho, à livre escolha de emprego, a condições justas e favoráveis de trabalho e à proteção contra o desemprego.    
        2. Toda pessoa, sem qualquer distinção, tem direito a igual remuneração por igual trabalho.    
        3. Toda pessoa que trabalhe tem direito a uma remuneração justa e satisfatória, que lhe assegure, assim como à sua família, uma existência compatível com a dignidade humana, e a que se acrescentarão, se necessário, outros meios de proteção social.    
        4. Toda pessoa tem direito a organizar sindicatos e neles ingressar para proteção de seus interesses"

                Este documentário com direção e roteiro de Jorge Furtado é simplesmente uma obra de arte. Se simples nas imagens, este trabalho se torna muito forte por conta do seu roteiro maravilhosamente bem desenvolvido, que nos faz pensar em diversas interações que o homem passa no seu dia a dia, abordando justamente suas características físicas e sociais. Este é um trabalho que consegue interligar e reforçar os laços entre história, realidade, valores e sociedade. A história contada de que alguém faz aquisição de algum tipo de comida, o descarta, e este vai parar na mesa de muitas pessoas desfavorecidas, parece mais um pouco da nossa realidade cotidiana, mas na realidade não é, isso porque Jorge Furtado vai alem, e nos coloca no centro do problema, como interagimos com esta realidade que achamos que está tão longe de nós, mas que faz parte dos nossos ritos habituais.

21 de nov. de 2011

Os 3

por Marcel Moreno
       “Amizade nossa ele não queria acontecida simples,
no comum, sem encalço. A amizade dele, ele me dava.
E amizade dada é amor.”
                Grande Sertão Veredas – Guimarães Rosa


                Assim como no trecho do livro de Guimarães Rosa, a amizade dos três era verdadeira, a amizade era dada sem esperar nada em troca, a não ser a própria amizade. Apesar das regras impostas para que não se apaixonassem, isso seria quase impossível, uma vez que os sentimentos entre eles ultrapassavam os sentimentos de amizade e esbarravam na paixão que aumentava a cada vez que se tornavam mais envolvidos e cúmplices das situações vividas, o que causava a vontade crescente de quebrar regras.

12 de nov. de 2011

O PALHAÇO (2011)

Marcel Moreno

Quantas vezes não paramos para pensar e nos perguntamos se estamos no caminho correto, se de repente não falta algo o qual temos uma angustia que quase nos mata, ou mesmo a constatação de um sentimento de dever não cumprido, algo que carece nas nossas vidas. Esse é um dos elementos utilizados no filme “O Palhaço” de Selton Mello. Quando o personagem principal percebe que, antes de fazer as pessoas rirem, ele também quer rir, também quer encontrar algo que o motive a fazer isso, aparecem milhares de duvidas que vão sendo destruídas ao longo da história e inicia a busca por algo, algo que complete o seu eu interior e assim continuar seu caminho, destruindo mais uma barreira, atingindo mais um nível na escala no amadurecimento do homem.